“Bolero”
Engraçado, dei comigo a cantar “ Bolero “ de Ravel, por vezes associo um determinado acontecimento ou leitura de um livro a uma música, e esta música é uma das minhas preferidas, o tempo que estive “ suspensa no tempo” passou tão rápido, foi como que uma levitação em palco mas sem espectadores.
E, é engraçado estou a caminhar para sul, á minha direita está um sol poente lindíssimo com uns tons encarniçados e alaranjados, umas nuvens escuras que se querem infiltrar e que encantam minha visão e me enchem a alma, à minha esquerda a lua já se levantou e está uma lua cheia, de uma beleza espantosa.
Até parece que ambos os astros me estavam esperando para me beijar, no meio do namoro que o sol está a fazer à lua.
De facto os nossos olhos quando querem , ou quando estamos predispostos, eles em tudo vêm um brilho de amor, até o namoro do sol com a lua. Isso quer dizer que também nosso coração está transpirando amor, e nossos olhos vêm tudo o que os rodeia com muito mais atenção, com muito mais pormenor, e o “Bolero” de Ravel continua na minha cabeça. A música parece que tem sempre o mesmo tom, mas eu sei bem que não, a música vai progredindo e os acordes são tão intensos e melodiosos, que a paz interior é enorme.
Toda esta harmonia do Sol, Lua, música e coração, nos traz a paz semelhante à que sinto quando vejo o arco íris, adoro o arco íris:
- Suas cores estão ligadas aos sabores;
- Suas cores estão ligadas aos cheiros;
- Suas cores estão ligadas às sensações;
- Suas cores estão ligadas aos sentidos;
- Suas cores estão ligadas ao amor;
- Suas cores estão ligadas às crianças;
- Suas cores estão ligadas à alegria.
Penso que o arco íris é o equilíbrio da vida, se ele não existisse a vida não tinha este sabor de esperança, sabor de viver com um mundo de cores, que nos alegram e nos mostram a paz depois de uma tormenta.
Obrigada arco íris, pois apareces inesperadamente do nada, como de uma poça de água, de uma queda de água, de umas gotas de orvalho que se encontram nas plantas, depois de uma tempestade ou claro depois de umas boas chuvadas, mas que nos dão uma sensação de bem estar, harmonia, amor e claro na minha cabeça continua com os sons lindos e tranquilizantes de “ Bolero”…
12/12/2008
Margarida Simão
sábado, 10 de janeiro de 2009
Arco irís
Arco-íris
- Porque gosto de cores alegres;
- Porque a claridade anima quem está triste;
- Porque o arco-íris é o resultado de uma fusão de brilhos, Sol e água, e o seu resultado é esplêndido;
- Porque ele aparece sempre que o temporal nos deixa, para aliviar nossos receios;
- Porque ele delicia tanto os pequenos como os grandes, os novos e os menos novos, os ricos ou os pobres;
- Porque ele nos transmite paz;
- Porque ele nos dá com sua beleza de cores, animo e força para prosseguir nosso caminho, sobre pétalas de flores com milhares de cores, onde nossos sentidos se regozijam, pelo odor benéfico recebido;
- Porque arco-íris é amor.
Eu amo o arco-íris, por todas as suas cores, e sensação de liberdade por nunca o podermos apanhar.
Dezembro 2008
Margarida Simão
- Porque gosto de cores alegres;
- Porque a claridade anima quem está triste;
- Porque o arco-íris é o resultado de uma fusão de brilhos, Sol e água, e o seu resultado é esplêndido;
- Porque ele aparece sempre que o temporal nos deixa, para aliviar nossos receios;
- Porque ele delicia tanto os pequenos como os grandes, os novos e os menos novos, os ricos ou os pobres;
- Porque ele nos transmite paz;
- Porque ele nos dá com sua beleza de cores, animo e força para prosseguir nosso caminho, sobre pétalas de flores com milhares de cores, onde nossos sentidos se regozijam, pelo odor benéfico recebido;
- Porque arco-íris é amor.
Eu amo o arco-íris, por todas as suas cores, e sensação de liberdade por nunca o podermos apanhar.
Dezembro 2008
Margarida Simão
A Paz
A Paz
Ter paz é brincar com as crianças,
Voar com os passarinhos,
Ouvir os riachos quando desliza sobre pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiça,
Ter paz é aprender com os próprios erros, e dizer não quando não se quer dizer…
Ter paz, é ter coragem de chorar de sorrir quando se tem vontade
Ter paz, é ter forças para voltar atrás pedir perdão, refazer caminho e agradecer…
A paz que trago hoje em meu peito, é a tranquilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade de reconhecer que não sei tudo, e aprender, aprender…
É a vontade de dividir o pouco que tenho, e não me aprisionar ao que não possuo, é melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado.
É ter a lucidez de distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que hoje trago em meu peito, é a confiança em quem aplica a palavra Shikoba
Junho/2008
Ter paz é brincar com as crianças,
Voar com os passarinhos,
Ouvir os riachos quando desliza sobre pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiça,
Ter paz é aprender com os próprios erros, e dizer não quando não se quer dizer…
Ter paz, é ter coragem de chorar de sorrir quando se tem vontade
Ter paz, é ter forças para voltar atrás pedir perdão, refazer caminho e agradecer…
A paz que trago hoje em meu peito, é a tranquilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade de reconhecer que não sei tudo, e aprender, aprender…
É a vontade de dividir o pouco que tenho, e não me aprisionar ao que não possuo, é melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado.
É ter a lucidez de distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que hoje trago em meu peito, é a confiança em quem aplica a palavra Shikoba
Junho/2008
Envelhecer
*Sentir-se jovem é sentir o gosto
De envelhecer ao lado da mulher
Curtir ruga por ruga de seu rosto
Que a idade sem vaidade lhe trouxer. *
*O corpo transformar-se em escultura
O tempo apaixonado é um escultor
E a fêmea oculta na mulher madura
Explode em sensuais formas de amor.
Ser jovem cinquentão não é preciso
Provar que emagrecer rejuvenesce
Pois a melhor ginástica é o sorriso
E quem sorri de amor nunca envelhece.
Amar ou desamar sem sentir culpa
Desafiando as leis do coração
Não faça da velhice uma desculpa
E nem da juventude profissão.
Idade não é culpa,
Velhice não é desculpa
Nem mesmo a juventude é profissão.
Fica mais velho quem tem medo de ser velho
Roubando sonhos de alguma adolescente
Dizer que ele "dá duas", que é potente
Mentir para si próprio e para o espelho.
A idade é uma verdade, não ilude
Quem dividiu a vida com prazer
Velho é se drogar de juventude
Ser jovem é saber envelhecer.
Velho é quem se ilude
Que a idade é juventude
Ser jovem é saber envelhecer.*
(Desconheço o autor)
De envelhecer ao lado da mulher
Curtir ruga por ruga de seu rosto
Que a idade sem vaidade lhe trouxer. *
*O corpo transformar-se em escultura
O tempo apaixonado é um escultor
E a fêmea oculta na mulher madura
Explode em sensuais formas de amor.
Ser jovem cinquentão não é preciso
Provar que emagrecer rejuvenesce
Pois a melhor ginástica é o sorriso
E quem sorri de amor nunca envelhece.
Amar ou desamar sem sentir culpa
Desafiando as leis do coração
Não faça da velhice uma desculpa
E nem da juventude profissão.
Idade não é culpa,
Velhice não é desculpa
Nem mesmo a juventude é profissão.
Fica mais velho quem tem medo de ser velho
Roubando sonhos de alguma adolescente
Dizer que ele "dá duas", que é potente
Mentir para si próprio e para o espelho.
A idade é uma verdade, não ilude
Quem dividiu a vida com prazer
Velho é se drogar de juventude
Ser jovem é saber envelhecer.
Velho é quem se ilude
Que a idade é juventude
Ser jovem é saber envelhecer.*
(Desconheço o autor)
Natalis-2006
ESTE É SOBRE O TRABALHO QUE TIVEMOS NA “ NATALIS “
“…`Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
… “
In Mensagem “ Fernando Pessoa “
Quantas mães e mulheres choraram… lutaram, e continuam lutando pelos homens deste país, que esses mares cruzaram…
Pois este assunto tão pouco debatido pelos órgãos de comunicação social deste país, embora a nossa associação lute a cada dia pelos direitos dos ex-combatentes, e, um dos modos de luta e divulgação das actividades da Apoiar foi a sua presença na Feira Internacional de Lisboa (FIL), neste evento da “ Natalis “ para dar a conhecer e a divulgar todo o trabalho e ajuda de que dispõe a associação, também para ajudar a colmatar os efeitos traumatizantes dos homens que foram enviados para a guerra colonial.
Ora bem, na minha óptica acho que a nossa presença foi muito benéfica.
Pois embora as pessoas não se dirijam com muita expontâneidade à associação, verifiquei que os indivíduos, homens e mulheres talvez com mais de cinquenta anos , paravam, olhavam, e a indecisão via-se nos seus olhares, chegamos mesmo a ver que as mesmas pessoas e seus familiares chegavam a dar mais que uma volta ao corredor , ficando os mesmos no corredor em frente e olhando de soslaio, como que a quererem ganhar coragem para o primeiro passo, claro que sempre que nos era possível e com toda a subtileza, nos aproximávamos oferecendo um impresso com os contactos e as actividades da Apoiar , tentando dar indicações para que os mesmos pudessem chegar até nós com o menor esforço possível. E de facto vieram até nós um número razoável de pessoas, creio ter sido positivo a nossa presença na “ Natalis “ , é de repetir para ajudar quem de nós precisa.
É de salientar o esforço dos técnicos, elementos da Direcção e sócios que se disponibilizaram, para estarem presentes durante toda a semana das 14,30 horas às 23 horas, foi um esforço salutar, bem hajam.
Agora, e por incrível que pareça num dos dias que estive na “ Natalis “ , desloquei-me de táxi do Cais do Sodré para o Parque das Nações, como sou muito conversadora todo o caminho conversei com o sr. Do táxi, e contei-lhe para onde ia, e o que ia fazer, quando o sr. me disse: “ Eu estive na Guiné e sofro bastante…”, fiquei muito constrangida , mas tentei explicar-lhe os objectivos de ajuda da Apoiar, como não tinha nenhum cartão nem jornal expliquei-lhe a localização da nossa associação e dei-lhe o nº de telefone da Apoiar, penso pela necessidade que o sr.me demonstrou que brevemente me irei cruzar com ele na Apoiar e conversar novamente com uma pessoa que foi tão simpática apesar do seu sofrimento.
Dezº 2006
Margarida Simão
“…`Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
… “
In Mensagem “ Fernando Pessoa “
Quantas mães e mulheres choraram… lutaram, e continuam lutando pelos homens deste país, que esses mares cruzaram…
Pois este assunto tão pouco debatido pelos órgãos de comunicação social deste país, embora a nossa associação lute a cada dia pelos direitos dos ex-combatentes, e, um dos modos de luta e divulgação das actividades da Apoiar foi a sua presença na Feira Internacional de Lisboa (FIL), neste evento da “ Natalis “ para dar a conhecer e a divulgar todo o trabalho e ajuda de que dispõe a associação, também para ajudar a colmatar os efeitos traumatizantes dos homens que foram enviados para a guerra colonial.
Ora bem, na minha óptica acho que a nossa presença foi muito benéfica.
Pois embora as pessoas não se dirijam com muita expontâneidade à associação, verifiquei que os indivíduos, homens e mulheres talvez com mais de cinquenta anos , paravam, olhavam, e a indecisão via-se nos seus olhares, chegamos mesmo a ver que as mesmas pessoas e seus familiares chegavam a dar mais que uma volta ao corredor , ficando os mesmos no corredor em frente e olhando de soslaio, como que a quererem ganhar coragem para o primeiro passo, claro que sempre que nos era possível e com toda a subtileza, nos aproximávamos oferecendo um impresso com os contactos e as actividades da Apoiar , tentando dar indicações para que os mesmos pudessem chegar até nós com o menor esforço possível. E de facto vieram até nós um número razoável de pessoas, creio ter sido positivo a nossa presença na “ Natalis “ , é de repetir para ajudar quem de nós precisa.
É de salientar o esforço dos técnicos, elementos da Direcção e sócios que se disponibilizaram, para estarem presentes durante toda a semana das 14,30 horas às 23 horas, foi um esforço salutar, bem hajam.
Agora, e por incrível que pareça num dos dias que estive na “ Natalis “ , desloquei-me de táxi do Cais do Sodré para o Parque das Nações, como sou muito conversadora todo o caminho conversei com o sr. Do táxi, e contei-lhe para onde ia, e o que ia fazer, quando o sr. me disse: “ Eu estive na Guiné e sofro bastante…”, fiquei muito constrangida , mas tentei explicar-lhe os objectivos de ajuda da Apoiar, como não tinha nenhum cartão nem jornal expliquei-lhe a localização da nossa associação e dei-lhe o nº de telefone da Apoiar, penso pela necessidade que o sr.me demonstrou que brevemente me irei cruzar com ele na Apoiar e conversar novamente com uma pessoa que foi tão simpática apesar do seu sofrimento.
Dezº 2006
Margarida Simão
Natalis-2008
Natalis
Mais um ano na feira de artesanato de associações de beneficência surgiu.
Portanto um grupo de associados se disponibilizou para que a nossa associação marcasse presença, pois a divulgação da Apoiar é fundamental para que se possa minimizar os traumas que ficaram nos homens e suas familias pelos efeitos da guerra colonial.
Mas, isto não está nada fácil, as poucas horas que lá estive, e apesar de não ser boa observadora, verifiquei que as pessoas andam tristes, a vida está muito cara o povo têm vencimentos muito baixos é um facto, existe muito desemprego e o dinheiro é escasso, logo a tristeza se estampa no rosto de cada um, o Natal irá ser de mingua, e o Mundo está virado do avesso como diz o povo…
Portanto, não sei que intervenção poderemos ter para que:
- todos os dias sejam Natal,
- para que o povo ria, para que possamos ver alegrias nos seus olhos,
- para que o ânimo não lhes falte,
- para que o conceito fraternidade esteja presente em nossos corações.
- para que haja paz no mundo,
- para que as crianças não tenham fome,
- para que as doenças sejam minimizadas,
- para que nos possamos abraçar e amar no mundo inteiro.
E, foi isto que passou pela minha cabeça no tempo tão escasso que estive naquele espaço, dedicado a dar a conhecer as actividades da nossa associação.
Dezº 2008
Margarida Simão
Mais um ano na feira de artesanato de associações de beneficência surgiu.
Portanto um grupo de associados se disponibilizou para que a nossa associação marcasse presença, pois a divulgação da Apoiar é fundamental para que se possa minimizar os traumas que ficaram nos homens e suas familias pelos efeitos da guerra colonial.
Mas, isto não está nada fácil, as poucas horas que lá estive, e apesar de não ser boa observadora, verifiquei que as pessoas andam tristes, a vida está muito cara o povo têm vencimentos muito baixos é um facto, existe muito desemprego e o dinheiro é escasso, logo a tristeza se estampa no rosto de cada um, o Natal irá ser de mingua, e o Mundo está virado do avesso como diz o povo…
Portanto, não sei que intervenção poderemos ter para que:
- todos os dias sejam Natal,
- para que o povo ria, para que possamos ver alegrias nos seus olhos,
- para que o ânimo não lhes falte,
- para que o conceito fraternidade esteja presente em nossos corações.
- para que haja paz no mundo,
- para que as crianças não tenham fome,
- para que as doenças sejam minimizadas,
- para que nos possamos abraçar e amar no mundo inteiro.
E, foi isto que passou pela minha cabeça no tempo tão escasso que estive naquele espaço, dedicado a dar a conhecer as actividades da nossa associação.
Dezº 2008
Margarida Simão
visão de uma nora...LINDA
Se um dia alguém fizer com que
se quebre a visão bonita que você tem de
si, com muita paciência e amor reconstrua-a.
Assim como o artesão recupera a
sua peça mais valiosa que caiu no chão,
sem duvidar de que aquela
é a tarefa mais importante,
você é a sua
criação mais valiosa.
Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro, para
bem dentro de você e faça
dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.
Crie este universo agradável para si e seja feliz.
O mundo agradecerá o seu trabalho.
Brahma Kumaris
se quebre a visão bonita que você tem de
si, com muita paciência e amor reconstrua-a.
Assim como o artesão recupera a
sua peça mais valiosa que caiu no chão,
sem duvidar de que aquela
é a tarefa mais importante,
você é a sua
criação mais valiosa.
Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro, para
bem dentro de você e faça
dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.
Crie este universo agradável para si e seja feliz.
O mundo agradecerá o seu trabalho.
Brahma Kumaris
A vida dos Militares(teatro)
• A vida dos Militares nas ex-colónias
• Depois de um contacto da actriz Sr.ª D. Fernanda Lapa, com a nossa associação “ Apoiar “, para assistirmos a um ensaio de uma peça onde o tema é: A Vida dos Soldados na Guerra.
• Um grupo de senhoras, esposas de ex-combatentes, deslocou à galeria no Bairro Alto para assistir ao ensaio e dar o seu parecer sobre o tema.
• Deparamo-nos com uma sala mediana, com vinte cinco caixotes de cartão, ordenados em fileiras e um outro rectangular ao lado, a minha sensação pessoal e creio que se estende a todas as outras senhoras que assistiram ao espectáculo, foi a de que, os caixotes expostos representavam os soldados em parada, ou por outro lado também me deu a sensação de caixões de soldados mortos, como víamos tantas vezes há 44 anos atrás (desde 1961).
• Quando para nosso espanto do caixote comprido sai a artista (e utilizando a expressão da época, “ os soldados eram atirados para o Ultramar como carne para canhão”), que vai protagonizar a vida dos soldados durante o tempo (mais ou menos 24 meses) que os mesmos estiveram no Ultramar, ou seja na guerra.
• A meu ver os caixotes representavam etapas nas suas vidas, pois que a personagem no seu monólogo, vai virando caixote a caixote e, dentro dos mesmos vão saindo memórias desconfortáveis e violentas da passagem destes homens pela guerra.
• Os sons violentos no palco da guerra, a sensação de frustração, a impotência dos mesmos perante o que se lhes depara, as saudades da família e de uma juventude que lhes foi roubada, os sons horríveis do material bélico ao redor dos homens, as vidas ceifadas que presenciaram dos seus camaradas, tudo isto provoca um turbilhão de sentimentos e revolta, ao mesmo tempo a impotência a que eram obrigados, pois os jovens eram metidos em barcos ou aviões e nem lhes diziam para onde iam, nem o que iam fazer, quando se aperceberam do horror a que eram obrigados pelo “ Dever à Pátria “, tudo isto ficou interiorizado de tal modo, que as reacções e os efeitos da guerra dessa época, ainda hoje os seus reflexos os acompanham, e têm os seus efeitos aterradores nos maridos, pais, filhos e netos deste país.
• Pois bem, este monólogo muitíssimo bem interpretado pela actriz Sª. D. Fernanda Lapa, está representado com uma intensidade e emotividade que nos transporta para os palcos da guerra real (Moçambique, Angola, Guiné), quando este monólogo magistralmente interpretado finaliza, sentimos o coração pequenino e apertado, os olhos marejados de água e todo o nosso corpo colado e esmagado à cadeira, tal é a realidade transmitida.
• O meu conselho a todas as pessoas é:
• - Não deixem de ir ver o espectáculo, é digno de ser visto, mas é tão intenso, tão forte, tão real, é de que os homens personagens involuntários deste palco, sejam elucidados do que vão ver, pois pela certa, lhes vai trazer lembranças intensas de uma realidade e de factos vividos que ficaram retidos no subconsciente, e que não são os mais agradáveis de suas vidas.
• Lisboa 27/10/2006
• Margarida Simão
• Depois de um contacto da actriz Sr.ª D. Fernanda Lapa, com a nossa associação “ Apoiar “, para assistirmos a um ensaio de uma peça onde o tema é: A Vida dos Soldados na Guerra.
• Um grupo de senhoras, esposas de ex-combatentes, deslocou à galeria no Bairro Alto para assistir ao ensaio e dar o seu parecer sobre o tema.
• Deparamo-nos com uma sala mediana, com vinte cinco caixotes de cartão, ordenados em fileiras e um outro rectangular ao lado, a minha sensação pessoal e creio que se estende a todas as outras senhoras que assistiram ao espectáculo, foi a de que, os caixotes expostos representavam os soldados em parada, ou por outro lado também me deu a sensação de caixões de soldados mortos, como víamos tantas vezes há 44 anos atrás (desde 1961).
• Quando para nosso espanto do caixote comprido sai a artista (e utilizando a expressão da época, “ os soldados eram atirados para o Ultramar como carne para canhão”), que vai protagonizar a vida dos soldados durante o tempo (mais ou menos 24 meses) que os mesmos estiveram no Ultramar, ou seja na guerra.
• A meu ver os caixotes representavam etapas nas suas vidas, pois que a personagem no seu monólogo, vai virando caixote a caixote e, dentro dos mesmos vão saindo memórias desconfortáveis e violentas da passagem destes homens pela guerra.
• Os sons violentos no palco da guerra, a sensação de frustração, a impotência dos mesmos perante o que se lhes depara, as saudades da família e de uma juventude que lhes foi roubada, os sons horríveis do material bélico ao redor dos homens, as vidas ceifadas que presenciaram dos seus camaradas, tudo isto provoca um turbilhão de sentimentos e revolta, ao mesmo tempo a impotência a que eram obrigados, pois os jovens eram metidos em barcos ou aviões e nem lhes diziam para onde iam, nem o que iam fazer, quando se aperceberam do horror a que eram obrigados pelo “ Dever à Pátria “, tudo isto ficou interiorizado de tal modo, que as reacções e os efeitos da guerra dessa época, ainda hoje os seus reflexos os acompanham, e têm os seus efeitos aterradores nos maridos, pais, filhos e netos deste país.
• Pois bem, este monólogo muitíssimo bem interpretado pela actriz Sª. D. Fernanda Lapa, está representado com uma intensidade e emotividade que nos transporta para os palcos da guerra real (Moçambique, Angola, Guiné), quando este monólogo magistralmente interpretado finaliza, sentimos o coração pequenino e apertado, os olhos marejados de água e todo o nosso corpo colado e esmagado à cadeira, tal é a realidade transmitida.
• O meu conselho a todas as pessoas é:
• - Não deixem de ir ver o espectáculo, é digno de ser visto, mas é tão intenso, tão forte, tão real, é de que os homens personagens involuntários deste palco, sejam elucidados do que vão ver, pois pela certa, lhes vai trazer lembranças intensas de uma realidade e de factos vividos que ficaram retidos no subconsciente, e que não são os mais agradáveis de suas vidas.
• Lisboa 27/10/2006
• Margarida Simão
Grupo de Auto ajuda( em acróstico
TRABALHO EFECTUADO EM ACRÓSTICO
ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO DO GRUPO DE AUTO AJUDA
Grupo de mulheres valentes
Reunidas em confraternização
Unidas pelos dissabores da vida
Portadoras de muita boa vontade
Operadoras do bem estar de todos
Desejando mudar para melhor a herança que Salazar deixou…
Enfrentando tudo e todos para o bem estar comum
Almejando a saúde, paz e alegria em todos os corações
Unidas na luta por uma vida mais saudável
Tudo faremos para que a alegria entre no coração dos povos sofredores
Operando em todos os campos e em todas as situações para minorar o sofrimento
Ajudando e recebendo ajuda
Jamais desistiremos de ter uma vida saudável e harmoniosa
Unidas vamos sempre de braços abertos para quem precisa
Demos as mãos e fomos almoçar dia 12/12/2006, que correu divinalmente , e conselha- se a sua repetição
Amanhã é sempre outro dia para aprender e ajudar o próximo, e com estes momentos de confraternização são bastante salutares
Margarida Simão
ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO DO GRUPO DE AUTO AJUDA
Grupo de mulheres valentes
Reunidas em confraternização
Unidas pelos dissabores da vida
Portadoras de muita boa vontade
Operadoras do bem estar de todos
Desejando mudar para melhor a herança que Salazar deixou…
Enfrentando tudo e todos para o bem estar comum
Almejando a saúde, paz e alegria em todos os corações
Unidas na luta por uma vida mais saudável
Tudo faremos para que a alegria entre no coração dos povos sofredores
Operando em todos os campos e em todas as situações para minorar o sofrimento
Ajudando e recebendo ajuda
Jamais desistiremos de ter uma vida saudável e harmoniosa
Unidas vamos sempre de braços abertos para quem precisa
Demos as mãos e fomos almoçar dia 12/12/2006, que correu divinalmente , e conselha- se a sua repetição
Amanhã é sempre outro dia para aprender e ajudar o próximo, e com estes momentos de confraternização são bastante salutares
Margarida Simão
Um dia de nossas vidas
Um dia na nossa vida
Um belo dia de Maio e para renovação de forças, as mulheres do GAM (grupo de auto-ajuda mútuo, saiu de Lisboa para saborear um dia de calma e alegria.
Assim, um grupo de dez senhoras, lá seguiu direitas a Escaroupim, uma aldeia na margem sul do Tejo para um passeio de barco.
Tomamos um suculento pequeno almoço à beira rio para que a fome não nos perturbasse a apreciação do que íamos desfrutar, e lá seguimos direitas ao cais para o embarques das 10 mulheres do grupo, com o sr Manuel ao Leme da embarcação.
De facto o nosso amanhecer foi feliz, e o espaço de tempo que estivemos no rio a fazer o nosso cruzeiro ( cerca de 2 horas), foi super delicioso.
As nossas ansiedades e medos dissiparam-se, pois perante tamanha beleza, a do nosso rio Tejo, os animais que ali habitam, desde as gaivotas a variadíssimas outras aves de nomes que desconheço as árvores e arbustos tombando no rio o sol batendo em nossos rostos maravilhados os peixes em cardume saltando junto ao barco como que fazendo-nos companhia, estávamos de facto em harmonia neste momento mágico, tudo foi luz, cor, vida, silêncio, risos, alegria, um conjunto de sensações calmas e reconfortantes para o nosso bem estar.
Tendo terminado o nosso passeio de barco, e apesar da ameaça de falta de gasóleo, ameaça vâ, chegámos sãs e salvas salpicadas com a brisa do rio e a alma cheia de mais e mais amor, pela beleza da natureza a que os nossos corações não foram insensíveis.
Seguiu-se o nosso almoço e as conversas em redor da mesa, só podemos dizer “ divinal… simplesmente divinal…” muito bem confeccionado, muito bem servido. E claro continuo a recomendar o importante que é para o grupo termos estes acontecimentos de volta e meia… afim de que se possa fortalecer o estômago e o espírito.
Fortalecemo-nos mútuamente para que possamos dar volta às nossas angustias deste modo saudável, e ajudarmos com muito amor, todos os que à nossa volta sofrem, e tanto precisam de um apoio, que só lhes é dado por uma minoria, mesmo minoria da nossa sociedade…
O nosso bem haja à nossa Associação pela possibilidade de usufruir de tão belo dia.
07/07/2007
Margarida Simão
Um belo dia de Maio e para renovação de forças, as mulheres do GAM (grupo de auto-ajuda mútuo, saiu de Lisboa para saborear um dia de calma e alegria.
Assim, um grupo de dez senhoras, lá seguiu direitas a Escaroupim, uma aldeia na margem sul do Tejo para um passeio de barco.
Tomamos um suculento pequeno almoço à beira rio para que a fome não nos perturbasse a apreciação do que íamos desfrutar, e lá seguimos direitas ao cais para o embarques das 10 mulheres do grupo, com o sr Manuel ao Leme da embarcação.
De facto o nosso amanhecer foi feliz, e o espaço de tempo que estivemos no rio a fazer o nosso cruzeiro ( cerca de 2 horas), foi super delicioso.
As nossas ansiedades e medos dissiparam-se, pois perante tamanha beleza, a do nosso rio Tejo, os animais que ali habitam, desde as gaivotas a variadíssimas outras aves de nomes que desconheço as árvores e arbustos tombando no rio o sol batendo em nossos rostos maravilhados os peixes em cardume saltando junto ao barco como que fazendo-nos companhia, estávamos de facto em harmonia neste momento mágico, tudo foi luz, cor, vida, silêncio, risos, alegria, um conjunto de sensações calmas e reconfortantes para o nosso bem estar.
Tendo terminado o nosso passeio de barco, e apesar da ameaça de falta de gasóleo, ameaça vâ, chegámos sãs e salvas salpicadas com a brisa do rio e a alma cheia de mais e mais amor, pela beleza da natureza a que os nossos corações não foram insensíveis.
Seguiu-se o nosso almoço e as conversas em redor da mesa, só podemos dizer “ divinal… simplesmente divinal…” muito bem confeccionado, muito bem servido. E claro continuo a recomendar o importante que é para o grupo termos estes acontecimentos de volta e meia… afim de que se possa fortalecer o estômago e o espírito.
Fortalecemo-nos mútuamente para que possamos dar volta às nossas angustias deste modo saudável, e ajudarmos com muito amor, todos os que à nossa volta sofrem, e tanto precisam de um apoio, que só lhes é dado por uma minoria, mesmo minoria da nossa sociedade…
O nosso bem haja à nossa Associação pela possibilidade de usufruir de tão belo dia.
07/07/2007
Margarida Simão
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Poesias, reflecções, contos, frases
Pretendo com este blogue escrever textos , escrever poesia , mensagens e contos, deste modo posso dar a conhecer a todos os meus escritos.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
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