domingo, 27 de fevereiro de 2011

POEMA da 'MENTE'...



As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas…
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano…
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

E mais outro:
Um poema da "mente", só/mente!

Há um Ministro que mente...
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de modo tão pungente
Que a gente acha que ele mente, sincera/mente.
Mas mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão habitual/mente, tão hábil/mente,
Que acha que, história afora, enquanto mente,
Nos vai enganar eterna/mente.


Nota: Não sei quem é o autor... com tal mente

Vi na net... está bem apanhada.
Compartilho com todos vós.
Guida

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

AMIGOS




O sol nasce para te ver sorrir,
A lua encanta-se ao ver-te dormir,
As estrelas protegem-te do pior,
E eu desejo-vos tudo do MELHOR...

Se a felicidade viesse em gotas...
Enviava-vos em forma de tempestade...
Para que nas gotas vos afundassem,
E, nunca deixassem de serem felizes

Guida

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Vive...


"Quanto tempo tem o tempo...
E o tempo quanto tempo tem?"
Se o tempo que a gente tem,
Ele passou sem se dar...
Foi o tempo do amor,
Sem vagar de esperar!...
Não persigas a felicidade, que não a encontrarás...
Dispõe-te a recebê-la e ela virá...
Desejos sorridentes de amor e carinhos,
Envoltos em laços e muitos beijinhos...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Ai a gripe!...

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Visão de Amor


Um pouco de pão,
um pouco de água fresca,
a sombra de uma árvore
e os teus olhos!
Nenhum sultão
é mais feliz do que eu...
Nenhum mendigo
é mais triste....
.
II
Deixemo-nos de palavras vãs.
Levanta-te e dá-me um pouco de vinho.
Esta noite a tua boca
é a mais bela rosa do mundo
e basta para todos os meus desejos.
Dá-me vinho.
Que ele seja corado como as tuas faces,
e o meu remorso
será leve como as tuas tranças.
.
III
A brisa da Primavera renova as rosas
e, na sombra azul do jardim,
acaricia o rosto da minha amada.
A despeito da ventura que já gozei,
sou tão feliz hoje
que não me lembro de ontem:
esqueço o passado...
É tão imperioso o prazer deste momento...
.
IV
Porquê tanta suavidade,
tanta ternura,
no começo do nosso amor?
Porquê tantos carinhos,
tantas delícias, depois?
E... porquê, hoje,
o teu único prazer
é dilacerar o meu coração?
Porquê?...
.
Omar Ibn Ibrahim El Kháyyám nasceu em Nichapour, Pérsia, no ano de 1040 da era cristã.
Kháyyám significa em persa "fabricante de tendas", e o poeta adoptou esse nome em memória do ofício que exercia seu pai.
Além de poeta, Omar Kháyyám foi grande matemático e astrónomo. Dos seus livros de ciência chegaram até nós o Tratado de algumas dificuldades das definições de Euclides e as Demonstrações dos problemas de álgebra.
Director do observatório de Merv, fez, em 1074, a reforma do calendário muçulmano.
Omar Kháyyám morreu na mesma cidade do seu berço aos 85 anos de idade.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pétalas e sol


Todos os dias me dizes, que cada manhã nos traz mil sóis e mil rosas...
Sim, mas onde estão as pétalas das rosas de ontem?
E as dos outros dias anteriores?
Fizeste almofadas em formato de girassol, e borboletas, onde repousas a cabeça e dás vida às letras que te vão no coração...

MIL SÓIS


Cabul
Saeb-e-Tabrizi
(Traduzido por Evandro Venancio)

Ah! Quão bonita é Cabul rodeada por suas áridas montanhas
E rosas, as trilhas de espinhos invejam-lhe
Suas rajadas do triturado solo levemente ardem os meus olhos
Mas eu a amo, pois o conhecimento e o amor nascem deste mesmo pó

Minha canção exalta tuas deslumbrantes tulipas
E na beleza de tuas árvores, eu ruborizo-me
Quão efervescente a água flui do Pul-I-Bastaan
Que Allah proteja tanta beleza dos olhos maldosos dos homens!

Khirz escolheu o caminho de Cabul para alcançar o Paraíso
Para suas montanhas trouxe encantos próximos do céu
Da fortaleza com paredes extensas, Um Dragão de protecção
Cada pedra é mais preciosas do que o tesouro de Shayagan

Todas as ruas de Cabul são atraentes para os olhos
Através dos bazares, caravanas do Egito passam
Não se podem contar as luas que brilham por seus telhados
Nem os mil sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros

Seu riso das manhãs contém a alegria das flores
Suas noites de escuridão, os reflexos de lustrosos cabelos
Suas cantigas nocturnas, com paixão cantam suas canções
Em ardentes tons, como folhas inflamadas, caindo de suas gargantas

E eu, eu canto nos jardins de Jahanara, de Sharbara
E até mesmo as trombetas dos céus invejam os seus pastos verdes


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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Meu Sol, meu tesouro


Jamais esquecerei a doçura de teus olhos,
Outros momentos hão-de vir para que meus olhos olhem os teus.
a atracção que exercem sobre os meus são um alento para o meu ser;
És um tesouro em minha vida, oculto pela espuma e brisa do mar, oculto pela bruma da manhã,
Tu não sabes mas, desde o nascer ao pôr do sol, e pela noite dentro, e até o mesmo quando volta a raiar o dia, o teu sabor, o teu calor,
o teu ser, eu sinto em mim…
Foi um bem, este cruzamentos de vidas que me faz vibrar e viver com alegria desde a passagem pela rotunda...
Não sabia que o sol tinha tanto calor;
Tão brilhante e fogoso ele é;
O amor que transmite, é puro e verdadeiro;
Nunca senti que estivesse zangado com o mundo, pois é todo ele ternura, brandura, dádiva, imenso é o seu coração,
seu mundo é Paz, como para todos os seres que o rodeiam.
Longe é seu viver..., mas todos os momentos são bons para sentir e beijar sua boca e sentir seu calor.
O mar que nos separa , também nos une, pois é tão grande a ânsia de nossos braços;
Pudera eu/ele, andarmos de mãos dadas ao sabor do vento, correr ao sol…
toda a beleza que nossos corações guardam, transbordaria e fazia um mar de flores perfumando o ar ;
Sempre sonhando… tudo não passa de sonho…
Pois a vida é uma roda viva, e andamos sempre a rodar;
neste imenso sonho que me encontro e que ninguém pode impedir de sonhar...
Recordo com muito orgulho, quando me deste a mão, mão de pai, marido, homem honesto, mão de amigo. E que com um fiozinho me deixou agarrar, e que agarrei com toda a minha força, pela imensidão de seu coração
No rumo leva a vida, mas sem entraves nem picos; eu continuo à sombra mas com orgulho, tentando fazer mais feliz, a quem felicidade me dá…
Sem machucar ninguém, eu quero dar meu amor tudo o que de bom eu poder , respeito e tenho orgulho no tesouro que encontrei…
Bens materiais não são meu intuito, interessa-me bem mais os bens do coração.
Autor "Coruja"

domingo, 16 de janeiro de 2011

Sem-Fim



"No mistério do sem-fim equilibra-se um planeta. E no planeta um jardim
e no jardim, um canteiro, no canteiro uma violeta e sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim, a asa de uma borboleta" [Cecília Meireles]

Um cê a mais


Manuel Halpern

Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.

Dá para pensar


Pequenas comparações com grandes diferenças.

NA PRISÃO
Passas a maior parte do tempo numa cela de 3x3 metros.

NO TRABALHO
Passas a maior parte do tempo num cubículo de 2x2 metros.

NA PRISÃO

Tens três refeições por dia completamente grátis.

NA PRISÃO
Tens assistência médica e dental GRÁTIS.

NO TRABALHO

Tens uma pausa para uma refeição, que tens que pagar.

NO TRABALHO
Tens um seguro de saúde (que sai do teu salário) e que pode ou NÃO cobrir os tratamentos de que precisas.

NA PRISÃO

Reduzem-te o tempo se te portares bem.

NO TRABALHO
Dão-te mais trabalho se te portares bem.

NA PRISÃO
O guarda fecha e abre as portas para ti.

NO TRABALHO
Muitas vezes tens um cartão de acesso e tens que abrir e fechar as portas tu mesmo.

NA PRISÃO
Podes ver televisão e jogar o que quiseres.

NO TRABALHO
Podes ser despedido por ver televisão e jogar no computador.

NA PRISÃO
Tens uma retrete privativa.

NO TRABALHO
Tens que partilhar a retrete com gente que mija no assento.

NA PRISÃO
Autorizam-te a receber a visita da tua família e amigos.

NO TRABALHO

Nem sequer admitem que converses com a tua família.

NA PRISÃO

Todas as despesas são pagas pelos contribuintes e não tens que trabalhar.

NO TRABALHO
Tens que pagar as despesas para ir para o trabalho e deduzem taxas ao teu salário para pagar os custos das prisões.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tempo


Os anos passam...
Os amigos ficam,
A vontade de aprender nos junta...

Fruto do saber e dedicação da nossa querida profª
É como uma corda que nos junta, nos une, existe sempre lugar para mais um nó... E nós queremos sempre, mais e mais...

O nosso Bem-Haja.
Clube de Leitura

sábado, 8 de janeiro de 2011

Para todos vós, os meus desejos!...




O Sol nasce para vos ver sorrir,
A lua levanta-se ao ver-vos,
As estrelas protegem-vos do pior,
E eu...
Desejo-vos tudo do melhor.
Para este ano 2011

Se... Minha amiga do coração!...


Se eu fosse poeta, escreveria um poema;
Se eu fosse escultor, executaria uma estátua;
Se eu fosse músico, escreveria uma ópera;
Se eu fosse pintor, faria um quadro;
Se eu fosse criminoso, cometeria um crime para te salvar;
Se eu fosse cientista, investigaria uma maneira de matar tumores;
Se eu fosse religioso, serias um Deus da antiguidade...
Mas sou só um juiz. Só sei escrever sentenças, por isso vou fazer uma para ti.
Escrevi tantos “uns” e “uma”, porque foste única!...
Nunca haverá uma “quase-pessoa” como tu!...
1) O ministério publico veio requerer julgamento de:
Talula Maria , mãe solteira de sete filhos, doméstica, nascida em 02 de Fevereiro de 1995, filha de pais desconhecidos, de nacionalidade Portuguesa e de raça canina “ cão de água português”, imputando-lhe os factos ocorridos entre 02 de Fevereiro de 1995 até 5 de Junho de 2010, aqui dados por reproduzidos.
A arguida consentiu no julgamento na sua ausência.
A audiência decorreu com observância de formalismo legal.
A instância continua válida e regular.
2º Fato provado:
a)Com um mês foi descoberta pelos pais adoptivos Pedro e Carla;
b)Estava triste no canil tinha sido abandonada;
c)Veio para casa muito suja e de joelhos feridos,
deixou-se lavar, escovar o pelo comprido e preto, e assim apareceu à que iria ser sua dona os pais adoptivos ofereceram-na à mãe paterna. A dona apaixonou-se por ela imediatamente, foi amor à primeira vista.
Passou a viver neste apartamento que foi a sua casa , e onde dormia com o nariz encostado ao chão da cozinha .
Cresceu e começou a falar com os pais adoptivos e a dona, todos a mimavam, compraram-lhe brinquedos, e ensinaram-lhe brincadeiras que ela adorava, gostava de todos os seres que brincassem, pertencessem ou não à família, embora fosse um pouco ciumenta quando os seus faziam festas aos outros animais.
Sempre que podia fugia para o seu amado Suby, Amor que durou até à morte!...
Goza de boa reputação no seio familiar e arredores.
Nunca respondeu ou esteve presa.
2º - Factos não provados:
- Não há
A convicção do tribunal teve por fundamento a sua conduta, testemunhada pela sua matilha adoptiva.

3º Em tempo aplica o direito.
A arguida praticou o crime de fazer feliz aqueles que a adoptaram como “filhota”. Sem ela a vida nestes 15 anos e 4 meses teria sido bem pior.

Decisão
Por isso vai condenada a esperar pelo resto da matilha, onde quer que esteja, a fim de um dia todos poderem ser felizes.

Sem custas
05 de Junho de 2010
A Tua dona e amiga,
Guida

Vai esta sentença ser depositada no coração de quem ficou a pensar em ti para sempre, Talula Maria

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O que quero neste Natal


Dentro ainda da quadra natalícia venho somente desejar-vos um Bom Ano Novo,nas palavras de um menino africano da Casa do Gaiato de Malanje que fez o texto que transcrevo.

O que quero, Senhor, neste Natal, é montar uma árvore dentro do meu coração,
nela pendurar, em vez de presentes, o nome de todos os meus amigos. Os antigos e os mais recentes. Os amigos de longe e de perto. Os que vejo a cada dia e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que, às vezes, ficam esquecidos. Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que, sem querer, eu magoei ou, sem querer, me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles que não me são conhecidos, a não ser nas aparências. Os que me devem e aqueles a quem muito devo.
Os amigos humildes e os amigos importantes. O nome de todos os que já passaram pela minha vida. Uma árvore de raízes muito profundas, para que os seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração.
De ramos muito extensos, para que nomes, vindos de todas as partes, venham juntar-se aos existentes.
De sombra muito agradável, para que a nossa amizade seja um aumento de repouso, nas lutas da vida.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Natal de Quem?


Do peru, das rabanadas.- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino Murmura baixinho: - Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis Sem regras nem leis.
E Cristo Menino A fazer beicinho: - Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu? O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar: - Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu? Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!...

João Coelho dos Santos
In Lágrimas do Mar – 1996
“O meu mais belo poema de Natal”BOAS FESTAS – FELIZ 2011

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

" VIVER "


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Alegria"


"... - Meu querido filho, jamais te deixaria nas horas de prova e de sofrimento. Quando viste na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas...
Foi exactamente aí que te peguei ao colo..."
In, Pegadas na Areia

Quero ser a primeira pessoa a dar-te os parabéns.
Dar-te os parabéns pelo filho que tiveste;
Dar-te os parabéns, pelos 28 anos de ser mãe;
Pela mulher que és;
E por tudo o que lhe deste;
Sorri sempre, amiga,
Que o teu sorriso, traz-nos alegria;
É bonito, quente e amistoso;
É expansivo e carinhoso;
É um sorriso de menina;
E um dia por mais que fiques velhinha,
Hás-de ter sempre esse sorriso, que sempre vi no teu rosto;
Um sorriso de Alegria.
Fevereiro de 1985
P.S. de nora, Maluca, pulga eléctrica, despassarada, pele e osso, Fofinha, eh!eh!eh!eh!eh!eh!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sou como tu me vês.


Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como tu me vês passar.
É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei para ti, fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio dos outros.
Clarisse Lispector
(TeaPot, para ti)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS


Poema de Mário de Andrade

Contei meus anos e descobri que terei menos

tempo para viver daqui para a frente do que já

vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma

bacia de cerejas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas

percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com

mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam

egos inflados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir

quem eles admiram, cobiçando lugares, talentos e

sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis,

para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias

que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de

pessoas, que apesar a idade cronológica, são

imaturos.

Detesto fazer acareação de desafectos que

brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral

do coral.

"As pessoas não debatem conteúdos, apenas os

rótulos".

Meu tempo tornou-se escasso para debater

rótulos, quero a essência, minha alma tem

pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado

de gente humana,

muito humana; que sabe rir de seus tropeços,

não se encanta com

triunfos, não se considere a eleita antes da hora,

não foge da sua mortalidade,

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Uma Fábula Judaica


Três mulheres conversando ao lado de um poço. Um velho as escutava.
A primeira mulher dizia:

- Meu filho é muito forte, corre e pula.
A segunda dizia:

- O meu filho canta como os passarinhos.
A terceira mulher nada dizia, então o velho perguntou:

- Você não tem filhos?
Ela respondeu:

- Tenho, mas ele é um menino normal como todas as crianças.
As três mulheres pegaram seus potes cheios de água e foram caminhando.

No meio do caminho, elas pararam para descansar e o velho homem sentou ao lado delas.
Logo elas viram seus filhos voltando para perto delas.

O primeiro vinha correndo e pulando, o segundo vinha cantando lindas canções.

O terceiro não vinha pulando nem cantando, ele correu em direção a sua mãe

e pegou o pote cheio de água e levou para casa.
Então as três mulheres perguntaram para o velho homem:

- O que o senhor achou dos nossos filhos?
E o velho homem respondeu:

- Realmente, eu acabei de ver três meninos, mas vi apenas um filho.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

VIVER DESPENTEADA




Decidi aproveitar a vida com mais intensidade...
O mundo é louco, definitivamente louco...
O que é bom, engorda. O que é lindo, custa caro.
O Sol que ilumina o teu rosto, enruga.
E o que é realmente bom nesta vida, despenteia...

- Fazer amor - despenteia.
- Nadar - despenteia
- Pular - despenteia.
- Tirar a roupa - despenteia.
- Brincar - despenteia.
- Dançar - despenteia.

- Dormir - despenteia.

- Beijar com ardor - despenteia.


É a lei DA vida: Vai estar sempre mais despenteada a mulher que decide andar na montanha russa, que aquela que decide não subir.

Por isso, a minha recomendação a todas as mulheres: entrega-te, come coisas gostosas, beija, abraça, dança, apaixona-te, relaxa, viaja, salta, dorme tarde, acorda cedo, corre, voa, canta, arranja-te para ficares Linda, arranja-te para ficares confortável, admira a paisagem, aproveita, e acima de tudo:

Deixa a vida despentear-te!!!!

O pior que pode acontecer é que precises de te pentear de novo...

domingo, 17 de outubro de 2010

Se, se, se!...


Se podes conservar e teu bom senso e a calma,
Num mundo a delirar, p’ra quem o louco és tu;
Se podes crer em ti, com toda a força d’alma,
Quando ninguém te crê, se vais faminto e nu
Trilhando sem revolta um rumo solitário;
Se à torva intolerância, à negra incompreensão
Tu podes responder, subindo o teu calvário,
Com lágrimas de amor e bênção de perdão;


Se podes dizer bem de quem te calunia;
se dás ternura em troca aos que te dão rancor,
mas sem a resignação dum santo que oficia,
nem pretensões de sábio a dar lições de amor;
se podes esperar sem fatigar a esp’rança;
sonhar mas conservar-te acima do teu sonho;
fazer do pensamento um arco de aliança,
entre um clarão do inferno e a luz do céu risonho;


se podes encarar com indiferença igual,
o triunfo e a derrota – eternos impostores;
se podes ver o bem oculto em todo o mal
e resignar, sorrindo, o amor dos teus amores;
se podes resistir à raiva ou à vergonha
de ver envenenar as frases que disseste
e que um velhaco emprega, eivados de peçonha,
com falsas intenções que tu jamais lhes deste:


se és um homem para arriscar todos os teus haveres
num lance corajoso, alheio ao resultado
e, calando em ti mesmo a mágoa de perderes
voltas a palmilhar todo o caminho andando;
se podes ver por terra as obras que fizeste,
vaiadas por malsins, desorientando o povo,
e sem dizer palavra e sem um termo agreste
voltares ao principio, a construir de novo;


se quem conta contigo encontra mais do que conta;
se podes empregar os sessenta segundos
dum minuto que passa, em obra de tal monta;
que o minuto se espraie em séculos fecundos;
se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre
ou, vivendo entre os reis conservas a humildade;
se amigo ou inimigo, o poderoso e o pobre
são iguais para ti, à luz da eternidade;



então o ser sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos e os espaços;
Mas ainda p’ra além um novo sol rompeu
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos;
Pairando numa esfera acima deste plano
Sem recear jamais que os erros te retomem,
quando já nada houver em ti que seja humano,
alegra-te meu filho, então serás um homem.
Rudyard Kipling (1865/1936)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Medo da solidão



“... Aquilo que encanta também guia e protege. Apaixonadamente obcecados por seja o que for que amemos – barcos à vela, aviões, ideias – Uma avalanche de magia aplaina-nos o caminho, dilui regras, razões, divergências, transporta-nos sobre abismos, temores, duvidas, sem o poder desse amor somos barcos imobilizados em mares de tédio, mortalmente...
Quanto mais esclarecidos nos tornamos mais nos deixamos de poder conformar seja com quer for, seja onde for.
Quanto mais aprendemos mais devemos esperar viver sozinhos ...”
~ In “ A ponte para a eternidade”
(Richard Bach)
M/P
Estes pequenos estratos espelham claramente pensamentos, sensações e outras emoções que a vida me tem feito sentir, e não me sinto triste, apenas acho que tenho medo da solidão.
Sei que compreendem e aceitam o meu ser, às vezes até com um certo orgulho.
Assim como eu me orgulho de ser vosso.
03 Março 1990 +/- 9 horas
R.Miguel

Mudança


Uma mudança de velocidade, mudança de estilo, mudança de cenário,
A oportunidade de olhar admirado à distância,
Ainda ocupado até te esqueceres...
Cores diferentes,
Nomes diferentes
Por cima dos mesmos erros cometidos eu fico com a culpa...
Directamente és tão culpado, para veres carregas uma arma e ficas apontando à cabeça, assim tu o dizes.
Partilhas uma bebida e vais até lá fora, a voz de fome e aquele que chora.
Nós damos-te tudo, e mais ainda, a dor é demasiada, nós não aguentamos mais, assim tu o dizes.
Num mundo de sonhos partidos, e acabado de acordar sinto a dor a arder, tentei levantar-me e não fechar os olhos.
Pegou numa arma, deu um tiro em si próprio, mas escreveu antes de morrer, chorou por ajuda no seu mundo vazio, anda pequeno irmão deixa-me pegar na tua mão.
Então diz-me tu, o que é melhor? O que é melhor?
É só o suicídio?
Existem momentos bons para compensar os maus!
Dá-me a tua mão mano, e deita a cabeça em meu peito. Estou aqui...
algures 1995
R.Miguel

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A RAÇA DO ALENTEJANO


Como é um alentejano?
É, assim, a modos que atravessado.
Nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho....
E também não é bem judeu, nem bem cigano.
Como é que hei-de explicar?
É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão.

Dos amarelos, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie";
dos pretos, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida;
dos judeus, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas; dos árabes, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos; dos ciganos, a esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós; dos brancos, o olhar intelectual de carneiro mal morto; e dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.

O alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada.
Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças.
Não é fácil fazer um alentejano.
Por isso, há tão poucos.

É certo que os judeus são o povo eleito de Deus.
Mas os alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus: nunca foram eleitos por ninguém, o que é o melhor certificado da sua qualidade.

Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa?
Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando afirma que
«as qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar».
E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano?
Era um descanso...

domingo, 12 de setembro de 2010

Uma verdade


- num azulejo de TOLEDO

A SOCIEDADE É ASSIM:

O POBRE TRABALHA

O RICO EXPLORA-O

O SOLDADO DEFENDE OS DOIS

O CONTRIBUINTE PAGA PELOS TRÊS

O VAGABUNDO DESCANSA PELOS QUATROS

O BÊBADO BEBE PELOS CINCO

O BANQUEIRO "ESFOLA" OS SEIS

O ADVOGADO ENGANA OS SETE

O MÉDICO MATA OS OITO

O COVEIRO ENTERRA OS NOVE

O POLÍTICO VIVE DOS DEZ




"A alegria é a coisa mais séria da vida"
Afonso Brandão

sábado, 11 de setembro de 2010

IGUALDADE?...


Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira.

Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".

O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe.

Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas".

Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria.

Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...

Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.

Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma.

Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da media das notas.

Portanto, agindo contra os seus principios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.

O resultado, a segunda média dos testes foi 10.

Ninguém gostou.

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.

As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma.

A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.

No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros.

Portanto, todos os alunos chumbaram...

Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi o seu resultado.

Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.

"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.

Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."

O pensamento abaixo foi escrito em 1931.

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.

O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931

O "SE" DA UNIÃO EUROPEIA.


Para entender isto tenho de meter explicador........sozinha não vou lá....

-Se atravessares a fronteira da Coreia do Norte ilegalmente, és condenado a 12 anos de trabalhos forçados.
-Se atravessares a fronteira iraniana ilegalmente, és detido sem limite de prazo.
-Se atravessares a fronteira afegã ilegalmente, és alvejado.
-Se atravessares a fronteira da Arábia Saudita ilegalmente, serás preso.
-Se atravessares a fronteira chinesa ilegalmente, nunca mais ninguém ouvirá falar de ti.
-Se atravessares a fronteira venezuelana, serás considerado um espião e o teu destino está traçado.
-Se atravessares a fronteira cubana ilegalmente, serás atirado para dentro de um navio para os E.U.A.

Mas, se entrares por alguma fronteira da União Europeia ilegalmente...

TERÁS OBRIGATORIAMENTE:

-Um abrigo ...
-Um trabalho ...
-Carta de Condução...
-Cartão Europeu de Saúde...
-Segurança Social ...
-Crédito Familiar ...
-Cartões de Crédito ...
-Renda de casa subsidiada ou empréstimo bancário para a sua compra ...
-Escolariedade gratuita ...
-Serviço Nacional de Saúde gratuito ...
-Um representante no Parlamento ...
-Podes votar, e mesmo concorrer a um cargo público ...
-Ou mesmo fundares o teu próprio partido político !

E por último, mas não menos importante:

-Podes manifestar-te nas ruas e até queimar a nossa bandeira!

E... SE EU TE QUISER IMPEDIR, SEREI CONSIDERADO RACISTA!
SEM DÚVIDA QUE PARECE IRREAL, MAS É A MAIS PURA DAS VERDADES!
Desconheço autor


Será que António Aleixo, tinha razão quando dizia...


"Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que às vezes fico pensando,
se a burrice não será uma ciência."

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

" Alô! Alô!...


Toc! Toc! Trimmmmm!...Trimmmmm!...
Foi ai que encomendaram:
AMOR?
CARINHO?
ALEGRIA?
FELICIDADE?
AMIZADE?
MUITA SAÚDE?
SIM.
OK!... ENTREGA FEITA!
Esta encomenda segue para todas as pessoas que fazem parte da minha vida e que têm um lugarzinho no meu coração.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

PÃO DE QUEIJO


O médico estava namorando a enfermeira Margareth e ela acabou engravidando;

Ele não querendo que sua mulher descobrisse, deu dinheiro à enfermeira, pediu que ela voltasse
para sua cidade natal em Minas Gerais, e tivesse o bebê lá.

- Como vou avisá-lo quando o bebê nascer?

- Mande um postal e escreva "PÃO DE QUEIJO".

Eu cuidarei de todas as despesas da criança.

Alguns meses se passaram, um dia quando o médico chegou em casa, a esposa disse:

- Você recebeu um cartão postal de Mina Gerais e eu não consigo entender o significado da mensagem.

Ele leu o cartão e caiu no chão com um violento ataque cardíaco, foi levado à emergência do hospital.

O cardiologista perguntou à esposa:

- Aconteceu algo que possa ter causado o ataque ?

- Ele apenas leu este cartão postal:

"Cinco pães de queijo: Três com linguiça e dois sem".
(desconheço autor)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Abraço...

A leveza de um abraço ,que nos aperta sem dor,cria um novo espaço,onde se semeia o amor
É demonstração de afecto
Carinho e muito amor
É saudade e lágrima
Mas também o calor

Abraço é amar
É querer aconchego
É sentir um amigo
Com todo o seu apego

Podemos abraçar
Uma causa uma pessoa
Abraço é abraço
É cingir e cercar
É não sentir espaço

Abraçar uma causa
É o que nos faz sentir
Que quem luta acredita
E nunca deve desistir

Abraçar uma criança
Transmitir-lhe carinho
É dizer-lhe com os braços
Que nunca estará sozinho

Abraçar um amigo
Com toda a fraternidade
E como dizer estou aqui!
Para a toda a eternidade

Abraçar um amor
Com toda a compreensão
É desatar todos os nós
E fazer um laço de união

Vamos assim abraçar
Uma criança, uma causa
Um amigo e o nosso amor?
Custa tão pouco abraçar...
Acreditem não dá dor!

Céci



Como adoro dar um bom abraço....aqui vai.....

Um abraço é mais sentido!!!

sábado, 28 de agosto de 2010

O mundo dos animais

terça-feira, 6 de julho de 2010

O MENINO DOS PÉS FRIOS



Era uma vez uma casa. Muito grande. Com um tecto altíssimo, nem sempre azul. Uma casa enorme onde habitava uma grande família: uma família tão grande que, por vezes, não julgavam os seus membros que se conheciam. E se deviam amar.

Houve um menino que entrou nesta casa estava ela toda branca. No chão tapetes de neve, cristais de água de uma brancura que estremecia. E as próprias árvores escorriam essa brancura. E frio. Iluminava-a uma estrela tão brilhante que, sobre o tecto, parecia que poisava sobre as nossas mãos.

Ora um dia, em que fazia anos em que esse menino entrara nessa casa, outro menino por ela andava com frio. Pelo chão, pelos milhões de cristais, caminhavam os seus pezitos enregelados. Tanto frio que nem podia
olhar a estrela brilhante. Nem os milhões de cristais que pisava.

Uma mulher chorava a um canto dessa casa. E era triste essa mulher. Estava triste e cansada. Na casa nem tudo era belo. Ali estava aquele menino cheio de frio. E, como ele, tantos meninos.

E, já há quase dois mil anos, um menino entrara na asa, que ficou mais clara com a luz brilhante do tecto. O menino entrou só para dizer uma palavra pequenina: AMOR.

Então essa mulher perguntou ao menino dos pés frios:

– Tu não tens a tua casa?

O menino olhou a mulher triste e ficou triste. Ambos estavam tristes. E disse quase envergonhado que não.

– Tu não tens roupa? Sapatos? Um lume? Pão?

A cabeça (tão linda!) do menino ia abanando sempre a dizer não. A mulher triste começou a ter vergonha.
Então ela consentia que na sua casa, na casa de todos, de tecto nem sempre azul, houvesse um menino sem roupa, sem lume, sem pão? Ela consentia uma coisa assim? E os outros também?

Escorregaram-lhe pela face já enrugada duas lágrimas transparentes. De água. Água como a que tombava do tecto, como a que se estendia nos mares.

E perguntou mais ao menino:

– E para onde vais? Eu dou-te qualquer coisa para o caminho...

O menino olhou para ela admirado. Não lhe disse para onde ia. Observou-lhe apenas:

– Tens duas gotas de água nos teus olhos que reflectem o céu azul e a lâmpada do tecto. Não sentes?

A mulher deixou cair pelo rosto enrugado as duas lágrimas. A pele, então, ficou-lhe mais lisa. E ela tornou-se menos curva. Ergueu-se. Estendeu, sorrindo, os dois braços ao menino. E disse:

– Fica. Perdoa.

E o menino ficou. Nos seus braços. Encostado ao seu peito. Com os pés aquecidos sobre o campo de neve.

E a mulher entendeu que não adiantava chorar ao canto da casa. E o seu vestido era uma bandeira. E o seu coração uma flor. Com o menino a seu lado...
Escrito por(Matilde Rosa Araújo)

domingo, 4 de julho de 2010

Sensibilidade masculina




Um homem estava em como há algum tempo. A esposa ficava à sua cabeceira dia e noite. Um dia o homem acorda, faz um sinal à mulher para que se aproximar e sussurra-lhe:
_ Durante todos estes anos estiveste ao meu lado. Quando me despedi do meu primeiro emprego, estavas comigo. Quando depois faliu a empresa que constitui, só ficaste tu para me apoiar. Quando perdemos a casa ficaste comigo, desde que fiquei com todos estes problemas de saúde, nunca me abandonaste. Sabes uma coisa? ...
Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:
- Diz amor...
- Acho que me dás azar!!!...
(desconheço autor)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"José Régio e o seu burro" por Hermínio Felizardo


Soneto quase inédito


Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.



JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos.

Tão actual em 1969, como hoje...

E depois ainda dizem que a tradição não é o que era!!!

sábado, 19 de junho de 2010

SÍNDROME DA DESORDEM DOS CINQUENTA...


Querida A...Laur, não, Manuela...não me parece ! mas que é uma ave muito linda, ai disso eu me lembro porque vi uma fotografia dela com um macaco na mão. Estavam lindos os dois!
Pois foi mas...já não me lembro do que ia dizer...Acho que a esta hora já devia ter consultado o correio especial, mas como tive que ver o Dr. H...qualquer coisa, só no intervalo é que tenho tempo para ver a classificação do US OPEN, onde o Tiger está pendurado numa má posição. Por pendurado prometi a uma ave conhecida - já falo com as aves? - qualquer coisa parece que para pendurar um urso. Bem deve ser uma corrente bem forte, porque um urso é coisa para pesar uma tonelada. Como os ursos - não sei se este é pardo ou panda, começa por p , isso eu sei, como ia dizendo o Woods está a jogar cada vez pior por causa das bonecas com que se meteu, e não são as bonecas que prometi ao ... quem? Vistas bem as coisas, tenho que me lembrar de informar o Vitor que o avião de segunda-feira está mais do que atrasado e só vai sair lá pelas 12 ou 14 da tarde. Mas ainda não é tarde, aliás nem cedo, para fazer as malas. Julgo ou tenho a certeza de que hoje é sábado não deixando por isso de ter tempo para telefonar ao restaurante para pedir garoupa cozida para o almoço. Por almoço, o José ainda não me disse para quando é que quer a caldeirada. Espero que não seja para amanhã! Antes de fazer o café da manhã, tenho que telefonar à mulher dele - bonita e simpática, por sinal - para lhe dar a receita dos scones que tirei da internet. Ah, é verdade! Verdade? Pois na verdade...já não lembro do quê...
Tens a certeza de que o gajo não tem ou tinha o tal síndroma da velhice trocada? A frase parece bonita, mas o tal síndroma que me mandaste pode andar por aí... Mas gosto do sentido do que diz, especialmente da parte da alimentação.
E eles sabem onde moro? Vê lá se vão parar a um engano qualquer! E é a mim que fazem falta! Vê lá bem as coisas!
Pois foi mas...já não me lembro do que ia dizer...Acho que a esta hora já devia ter consultado o correio especial, mas como tive que ver o Dr. H...qualq
O teu muito querido
Teapot

P.S. Será que é costume mandar uns beijinhos em anexo? tenho que ir ver à agenda...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Cão D'Água Português


Patuda-Borrega.
Já não existes mas deixaste cá em baixo a tua companhia de muitos anos. Com o teu feitio amigo fizeste feliz uma Mulher carente de amor e calor humano. Calor humano numa cadela? Claro que sim, por que nâo? O calor humano é a relação que se consegue entre dois seres, se um deles for um humano, melhor. Mas tu Patuda - bem sei que não é esse o teu nome, mas é o que ficou, que queres? - se não falavas - defeito da Natureza... - transmitias sentimentos e sabias o que a tua dona, ou melhor, companheira queria e sentia. Estavas ali quando a solidão dela mais precisava, rias (abanar a cauda era a tua forma de rir, já se sabe) e se calhar até choravas se a vias triste. Por isso te digo que tinhas calor humano!
Sei que a tua companheira sente imenso a tua falta. Tens que lhe fazer sentir que mesmo lá nos prados para onde foste, continuas a olhar por ela e a fazer-lhe companhia. É importante que lhe faças chegar o sentir de que ela não deve continuar triste porque só mudaste de sítio, que agora já não tens dores nem doenças, por isso melhor podes cuidar dela. Vais ver que assim a farás mais feliz, como se tu ainda andasses por aqui.
Dorme bem
Um amigo

terça-feira, 8 de junho de 2010

Talula Maria



A minha companheira e amiga de 15 anos.
Deixaste-me borrega estou muito triste e zangada ainda tinhas mais uns anos para me alegrares com a tua bela e bondosa companhia...
Obrigada minha amiga foste uma das melhores coisas que pela minha vida passou! Estarás sempre em meu coração, gostei/gosto de ti como um elemento especial da familia, e que não queria que virasses estrelinha sem mim... Mas estava na hora de ires para junto do teu namorado e amigo Suby, agora vejo lá em cima quatro estrelas brilhantes e tu sabes bem quem são!...
Minha Talula Maria do coração.
Nasceu 2 Fevereiro 1995
Nasceu estrelinha 5 de junho 2010

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Um bom contador de histórias, meu pai.


Apesar de só ter aprendido a escrever e ler em Cabo Verde, local para onde foi obrigado a ir fazer o serviço militar, tinha uma letra bonita de fazer inveja aos doutores... E um dicionário sempre em cima da mesinha de cabeceira.
A sua profissão era sapateiro, mas trabalhava no campo e todos os biscates que apareciam serviam para ganhar mais uns trocados, para comprar o peixe ao domingo, quando vinha da missa. A sua riqueza era os braços de trabalho, e a honestidade.
Nasceu em 1920 e como não havia registo da maior parte das coisas, os feitos eram passados de boca em boca. Assim, nas tardes de domingo, era vermos o pessoal da aldeia em redor do belo sapateiro, cada um contando as suas histórias desde “almas penadas”, “bruxas malvadas”, a outras do diz-se que diz, e o sapateiro contou:
Já verificaram que quando vou à vila da Lourinhã, nunca lhe dou esse nome? Digo sempre: Vou à terra da Loba. E aproveitou a contar tudo o que sabia.
Existia no concelho uma casa senhorial que nos anos 30 do séc. XX, era habitada por uma senhora de nome Amélia do Perdigão. Tinha uma cadela de guarda de uma beleza fora do comum. Certo dia a cadela apanhou os grandes portões de ferro abertos e ala que aí vai ela, liberdade que me chamas, e metendo-se por esses matagais adentro...
Passados uns dias caçadores dessa zona que só apanhavam uns coelhitos de volta e meia deram de caras com o animal daqueles e pensando que era uma loba, aqui vai a disparar, matando a bela cadela branca. Ora bem uma loba naquele local era coisa estranha, nunca ninguém tinha verificado tal. Aí os indivíduos viram um furo de angariar una escudos extras, para tal levaram o animal para a praça do coreto e puseram-na em exposição, quem quisesse ver a raridade tinha de pagar bilhete...
Então surgiu a canção:
D. Amélia do Perdigão pois então,
Tinha um cão de sentinela,
Mas não ficou satisfeita a sujeita,
Por lhe terem morto a cadela,
Depois da cadela morta o que importa,
Por esses aragões,
A dona do animal se quis ver o funeral
Teve de pagar cinco tostões...

domingo, 6 de junho de 2010

Dar e receber


Cada um recebe de acordo com o que dá.
Se derem ódios e indiferenças
Irão recebe-los de volta...
Mas se der atenção e carinho
Há-de ver-se cercado de afecto e amor,
Ninguém se aproxima do espinheiro
por causa dos espinhos,
Nem do lodo porque se suja...
Mas todos apreciam permanecer perto das flores
Que espalham beleza e perfume.
- Só um coração aberto recebe amor,
Só uma mente aberta recebe sabedoria,
Só mãos abertas recebem presentes,
Só pessoas especiais recebem mensagens minhas.
Beijos
Gtans Aprendia

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Olhares



Olhei-te nos olhos, deixei de os ver...
Mergulhei dentro deles comecei a viver.
O lago está tépido e sua cor serena,
Mergulhei mais a fundo e o que encontrei?
Tanta bondade escondida, ternura até mais não,
Agarrei-me na margem pensei que a juncos...
Mas ao verificar fortes pestanas onde me agarrar,
Meus olhos sorriram ao olhar o sol com a tua irís,
A cor é mais linda, o sol mais brilhante, os lagos são dois
Espelhos dos meus, sinto-me flutuar e bendigo aos céus.
02de Junho 2010

domingo, 30 de maio de 2010

Olho de boi nos esperava


Olho de boi é um local aprazível na margem esquerda do rio Tejo.
Sempre que minhas massinhas miúdas estrelinhas, pardalecas, borboleta-vaca,gata, pelinho na venta, tytynha e bekas, estão disponíveis, organizo uma agenda de afazeres para que tenhamos uns dias agradáveis e fora do comum.
Ora neste dia, metemos pés ao caminho e descalças, calças arregaçadas e casacos no chão apesar do frio, rebolamos na relva e na areia de uma prainha simpática, brincamos às escondidas,trepamos às árvores, como macacas "pascanhas"(palermas na minha terra), fizemos mal-me-quer e bem-me-quer com as flores amarelas que encontravamos. Enfim um dia a não esquecer, e venham mais...
março 27 de 2010

Olho de boi nos esperava...


Inicio de umas mini-férias com as netas, tanto que vamos recordar deste dia maravilhoso.

domingo, 23 de maio de 2010

A Turma

Solicitamos com ternura à nossa professora, que nunca faça Delete desta sua turma, porque estaremos sempre atentos, ao enter , daremos muita atenção ao Caps Lock, o Alt Gr e o Ctrl estão na nossa mira, o Num Lock não sairá debaixo de nossos olhos, com muita ternura trataremos do Page Up e Page Downe, nossa atenção estará também voltada para o Word, assim como trataremos do Excel e Power Point, todas as teclas ficaram debaixo da nossa mira, e a todas não daremos descanso...
Não daremos trégua aos teclados. O nosso objectivo é trabalho e aperfeiçoamento, em todas as dúvidas que possam surgir a procuraremos.
Mas mesmo com o Print screen, e o Insert( que nem sei a sua utilidade), o @, e $ , € e outras siglas, na nossa mente ficará :
- Um a cara linda, simpática, disponível, atenta, pronta para dar o seu saber sua simpatia e alegria também.
E que a turma tenta com as dificuldades próprias de quem nada sabe, beber o mais possível da sua sabedoria.
Bem haja professora – gostamos muito de si e desejamos-lhe as maiores felicidades do mundo.
A Turma...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um dia no campo


Eu fiz uma vestinha para nós dois, tinhamos muitas flores,sombra de árvores à volta, o dia estava quente, depois estivemos a descansar em cima de uma esteira e à sombra da árvore, ouviasse um riacho ao longe, o mundo era nosso, só o zumbido de alguns insectos, a minha cabeça em teu peito, sentia e ouvia o bater de teu coração, estavas feliz e eu feliz estava, não queria abrir os olhos mas as horas passam rápido, o sol já estava deitado e nós levantamo-nos com pouca vontade, mas a hora da abóbora estava a chegar.
Demos aquele abraço que ambos conhecemos, desejei-te muitos e longos anos com tudo de bom em teu redor, e lá seguimos nossos caminhos um para norte outro para sul, mas ambos bem ligados por algo maravilhoso, que nos faz sorrir a cada momento.

17 Maio 2010
Margarida Simão

domingo, 16 de maio de 2010

Hoje vi-te!...

Hoje vi-te, sabes onde?
Nas lembranças mais bonitas de minha vida...
No meu coração, e na lista de pessoas que jamais esquecerei!...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O Sonho

Sou como tu me vês.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como tu me vês passar.
É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei para ti, fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio dos outros.
Clarisse Lispector

terça-feira, 11 de maio de 2010

Anda, abraça-me e beija-me!...


Só nós dois é que sabemos
Quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois avaliamos
Este amor forte e profundo
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo

Anda, abraça-me... beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece que vais na rua
Vem ser minha e eu serei teu
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Cá dentro da nossa porta

Só nós dois compreendemos
O calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos
A tortura dos desejos
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só deus sabe o que será

Anda, abraça-me... beija-me
... ... ... ...
Tony de Matos

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Corro, corro, corro.


Estico a mão e não a agarro, foge sempre por entre as nuvens. Quando parece que é agora, nem pensar mais uma vez se escondeu, o astro que me faz sonhar, quando o homem com a lenha às costas está mais dobrado, ponho-me em bicos dos pés e aí sim me elevo, pondo um pé numa estrela, outro na outra e vou caminhando de encontro ao sol nascente, pela mão do homem da lua, e numa aventura constante meu coração vai descobrindo e meus olhos vendo o quão maravilhoso, os tons dos raios de luz que se desprendem para me beijar, suas cores alegres, de laranja, amarelo, lilás me cobrem e enchem de perfume, o branco, rosa e azul formam um cinto que me aperta a cintura, como se me estivesse a abraçar...
Olho com muita atenção verificando que as árvores estão floridas com mil cores perfumadas, elevando suas pétalas para serem beijadas por insectos maravilhosos pretos e amarelos de asas transparentes e que transpiram mel, melaço e tudo o que sabe bem!
Meu corpo está molengo, não sei se por me sentir extasiada com o que vejo e sinto ao meu redor, se pela preguiça por estar envolta em brancas nuvem, onde de volta e meia os raios do sol nascente, me vêm beijar, secando as gotas de orvalho que ainda pingam de meu corpo inebriado de tanta harmonia...
Dia 7 de Maio de 2010-05-07
Guida